Está a ser vigiado
Isto pode não ser uma surpresa, mas há uma grande empresa tecnológica a vigiá-lo (na verdade, mais do que uma). E ainda mais se usar um smartphone. Vamos analisar isto mais de perto. Se possui um smartphone, também terá uma conta nessa empresa tecnológica. Utiliza o e-mail, o calendário, o navegador, os mapas e, provavelmente, outros serviços. Tudo “de graça”.
No entanto, eles vigiam cada passo seu:
-
Rastreiam a sua localização em tempo real através do GPS do telemóvel
-
Sabem que tipo de transporte utiliza
-
Sabem quem são os seus contactos, os seus endereços de e-mail e números de telefone
-
Leem os seus e-mails e sabem com quem comunica, que newsletters recebe e o que compra online
-
Sabem o que pesquisa na internet
-
Conhecem o seu histórico de navegação
-
Sabem que vídeos vê no serviço de streaming de vídeo deles
… isto para nomear apenas as coisas principais.
Agora, o que fazem com tudo isto? Utilizam-no para traçar o seu perfil e direcionar anúncios. Por outras palavras, vendem publicidade a empresas e faturam 100 mil milhões por ano. Inscreveu-se para isto? Concordou conscientemente com a premissa: “Podem ganhar rios de dinheiro com os meus dados”?
Concordou em ser o produto?
Quantas cópias dos meus dados existem por aí?
Pergunto-me frequentemente como são tratados os meus dados pessoais.
Eis uma lista exemplificativa de organizações que têm os meus dados pessoais nos seus ficheiros:
-
Governo: Desde instituições do governo central ao local, possuem várias cópias digitais e físicas dos meus dados pessoais, cartão de cidadão, etc.
-
Companhias de seguros: Tenho apólices em pelo menos 5 seguradoras. Todas elas têm cópias digitais e, algumas, físicas dos meus dados.
-
Bancos: Tenho contas bancárias em 4 bancos diferentes.
-
Companhias aéreas: Sempre que viajo de avião, as companhias aéreas recolhem os meus dados pessoais.
-
Hotéis: Todos os hotéis mantêm registos minuciosos dos seus hóspedes. Muitos tiram cópias físicas do seu documento de identificação ou passaporte.
-
Serviços online: Como a Google, Facebook, Apple ou Amazon.
Para piorar a situação, a COVID-19 levou isto para o nível seguinte. Agora, até restaurantes ou outras pequenas empresas recolhem dados pessoais. Admito que isto me assusta. Sempre que uma destas organizações quer os meus dados, pergunto a mim mesmo: “Como é que estão a cuidar deles?”, “Como os estão a utilizar?”
Onde é que isto vai parar? Sente-se confortável com quem utiliza os seus dados?
Como recuperamos o controlo dos nossos dados?
Esta é uma preocupação crescente. Embora existam empresas especializadas em prevenir a fraude e o roubo de identidade a fazer um excelente trabalho, o problema fundamental continua lá. Existem cópias digitais e físicas dos nossos dados pessoais por todo o lado.
E se tivéssemos uma espécie de carteira de dados pessoais?
-
Por predefinição, os seus dados pessoais pertencem-lhe a si
-
Apenas faculta o acesso a eles quando quer ou precisa
-
Não são criadas cópias
-
Sabe quem acedeu aos seus dados e quando
-
Pode revogar o acesso a qualquer momento
Utilizaria um serviço assim?
